INOVE PARA CRIAR UM SERVIÇO JURÍDICO DOS SONHOS

O método do design thinking para construir serviços jurídicos inovadores.

Leia em 18 minutos

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A maioria das pessoas têm uma má impressão dos advogados e dos serviços jurídicos prestados no Brasil. É triste isso. Eu sei. É praticamente um bullying profissional. Faz 18 anos que passo por isso. E não me engane, heim! Se você é advogado ou advogada já passou por isso também.

Você entra numa festa, alguém pergunta o que você faz. Aí você dá a resposta fatídica: sou advogado. Na sequência já dá pra notar a mudança no semblante da criatura. Ele ou ela não dizem, mas pensam: Esse deve ser um embrulhão! Deve ser um metido! Pronto, daqui cinco minutos vai começar a dar discurso! Lá vem o sabe-tudo!

Porque será que a imagem dos advogados é tão ruim? Qual a razão da má impressão que as pessoas normalmente têm com a prestação de serviços jurídicos?

Essas são perguntas difíceis de responder. Acredito que a formação acadêmica é uma das fontes mais significativas do problema. As faculdades de Direito esqueceram de ensinar algo aparentemente óbvio: os advogados são prestadores de serviço. E como prestadores devem investir numa imagem positiva e inovar constantemente para criar um serviço de excelência.

Inovar num serviço jurídico? Mas isso é possível? É sim, mas tem um detalhe muito, muito importante. Os advogados e as advogadas precisam mudar a mentalidade geriátrica, caquética e ultrapassada que aprenderam na Faculdade de Direito e fazem questão de replicar no dia a dia profissional. Pra começar a dica é simples: afrouxe o nó da gravata. Ele tá estrangulando a sua criatividade e impedindo você de criar um serviço jurídico dos sonhos para o seu cliente.

Agora que você já está com a gravata solta para a criatividade

É hora de adotar uma metodologia, ou como preferem os doutos, um “processo” gerenciável capaz de desenvolver um serviço jurídico que realmente atenda as expectativas do cliente.

Obviamente existem diversos métodos eficientes. Mas gostaria de dividir com vocês um em especial: o design thinking.

Design o que??? Aff… o que é isso? Calma…. é um nome chic para uma metodologia fácil de entender e principalmente aplicar para o desenvolvimento de serviços jurídicos inovadores. O design thinking é um método focado para a solução de um determinado problema. Mas é o seu “olhar” o ponto interessante da metodologia.

O design thinking tem como ponto de vista as pessoas (no nosso caso os clientes). Isso garante uma percepção mais empática no desenvolvimento de um serviço jurídico, pois cria resultados mais desejáveis para os clientes.

Apesar de muito vocabulário modernoso como “ideação” e “cocriação”, o processo de design thinking lida com 04 questões bem básicas, correspondentes aos quatro estágios do processo. São elas:

1ª Fase do Design Thinking: O que é?

Toda inovação bem-sucedida começa por uma avaliação precisa do presente, da realidade vigente. Portanto, preste uma atenção redobrada nas angústias e nas dores do seu cliente (ou potencial cliente). Se você for capaz de compreendê-las certamente poderá produzir um insight capaz de gerar uma oportunidade de serviço nova. Lembre-se de algo importante: criar um serviço jurídico dos sonhos tem sempre a ver com solucionar problemas dos clientes, mesmo que eles ainda não saibam que têm um.

2ª Fase do Design Thinking: E se?

Depois que você coletar e juntar todos os insights e as informações das dores e das angústias do seu cliente ou prospect, as ideias começam a pipocar na cabeça livremente. Novas possibilidades, novas estratégias, saídas que você não tinha pensando vêm à tona naturalmente. E, assim, é hora de sair do estágio “o que é” de exploração de dados para a pergunta mais focada em criatividade: E SE? A única esperança que temos em prol de uma criatividade verdadeira está em ignorarmos alguns impedimentos básicos para identificarmos um novo conjunto de possibilidades. Tendo desenvolvido algumas hipóteses acerca de novas possibilidades para criar valor para nossos clientes, capazes de levar a um crescimento lucrativo, vamos começar a pensar de forma sistemática sobre priorização dos conceitos a que chegamos e descobrir o que surpreende.

3ª Fase do Design Thinking: O que surpreende?

De todo os conceitos desenvolvidos na fase anterior precisamos selecionar aqueles que carregam um “uau” em potencial, que acertam na solução favorável, na qual a chance de uma reviravolta nos valores do cliente se combina com um potencial atraente de lucro. Esta é a zona que surpreende, que provoca um “uau”.

4ª Fase do Design Thinking: O que funciona?

Finalmente! Estamos prontos para lançar e aprender com o mundo lá fora. Primeiro, vamos experimentar um protótipo, vamos explicar o novo serviço jurídico e os seus resultados para alguns clientes e ver o que acontece. Lembre-se: você está testando a reação do cliente. Colha o feedback dele e apare as arestas antes de ampliar a oferta dos serviços.

Uma abordagem particularmente poderosa para determinar o que funciona envolve convidar o cliente para uma conversa, para participar de forma ativa, pondo as mãos na massa. A palavra que manda nessa fase é COCRIAÇÃO.

Gostou? Quer aprender mais sobre design thinking? Então fica a dica de alguns livros sobre o tema. Se você quiser mais informações (preço, onde comprar etc) é só clicar na imagem.

Até a próxima!

Tchau.

Brunno Pandori Giancoli é Mestre e Doutor. Atua profissionalmente como consultor jurídico em estratégias empresariais e gestão de risco. Tem como principal ramo de atividade assessorar escritórios de advocacia, departamentos jurídicos e consultoria para startups. Como empreendedor desenvolve projetos em Law Techs e Legal Techs. Professor de Direito Civil, Direito Empresarial, Direito do Consumidor e Gestão jurídica aplicada na Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie e na FIA/USP. Possui ampla experiência em desenvolvimento profissional e equipes de alta performance para o mercado jurídico. Além da titulação acadêmica na área jurídica, possui certificação como Professional Coach, Professional Executive Coach e Professional Leader Coach pelo Institute of Coaching Professional Association (ICPA). Autor de diversas obras relacionadas à temática jurídica e gestão de risco.

1 COMENTÁRIO

  1. Bom dia sou advogada e tenho analisados as informações qui postadas, gostaria de informações sobre consultoria para gestão do meu escritório como faço?

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